Arquivo para a categoria 'Música'

De verdade

Bom ouvir Amy Winehouse embriagada, melhor ainda ouvir a Miranda ser a Amy pseudo-embriagada e bonita de verdade. Porque uma estrela precisa ser bonita de verdade, precisa deitar no palco e cantar olhando para si mesma enquanto seu charme invade a platéia junto com a voz. E que voz. E que charme. E que noite incrível, ali no camarote sem bebidas na geladeira, mas com o mesmo glamour de um longa-metragem. Uma biografia musical, a minha biografia de uma noite embriagada, pseudo-drogada e feliz de verdade.

Versões de nós mesmos

Ontem eu passei o dia ouvindo “Wish you were here” do Pink Floyd e “I don’t feel like dancing” do Scissor Sisters. De repente, vem esta música no meu playlist. Acho que os dois se juntaram para cantar a minha versão de hoje.

Sabor amargo

Como era difícil conter sua impetuosidade, não havia espaço. Era uma explosão de sabor, muitas vezes amargo. Fazia o que não podia apenas porque queria, tinha a petulância de achar que as pessoas a amariam incondicionalmente. Vivia fora da realidade e, de tempos em tempos, o sonho acordava pesadelo. Sentir demais custava muito caro e, na maioria das vezes, era ela quem pagava o preço.

Beatles na vitrola

Eram pilhas de livros e recortes de jornal espalhados pela sala, mas o pó estava em mim; acho que eu não entrava ali há pelo menos uns 10 anos. Dois gatos descansavam em cima do computador. Engraçado, eu me sentia tão à vontade quanto eles.
Sentei-me num espaço vago do sofá para uma conversa trivial, mas quis reviver o trivial de quando eu nem pensava em sentar para uma conversa. Coloca um disco dos Beatles, falei. Eu estava morrendo de saudades de passar o domingo ouvindo o chiado da vitrola.

A primavera

Falando em primaveras a mais, queria que a primavera chegasse. Queria poder fugir das pétalas que caem do céu e ouvir essa música até o verão chegar.

Pequenas estrelas, riscos e espirais

Acho que vou comer morangos. Combinam demais com esta seleção de músicas. Vou pintar cada CD de um jeito, um com pequenas estrelas e o outro com riscos e espirais. É claro que vou usar aquela caneta apropriada. A tinta não sai, assim como as palavras que, mesmo borradas, ficaram gravadas na minha memória cantada.
Eu gostava tanto dessa da Rita Lee que não me diz mais nada. Essa outra eu não entendia. Tinha uma que eu achava lenta demais e, de repente, passou. E aquelas que eu simplesmente pulava, não faço idéia de onde estão. Uma pena minha vida não ter ficado lá guardada junto com os refrões. Eu adoraria revivê-la em mp3.

Essa noite não

Vida louca essa. Ontem me sentei ao lado do Lobão num restaurante e, assim como quem não quer nada, ele veio puxar papo:

- Chove lá fora, né?
- É verdade, está tudo tão cinza.
- Você sabia que as pessoas estão enlouquecendo calmamente?
- Deve ser a solitude, a solidão.
- Então, eu vou sempre dormir sentindo o que a solidão pode fazer.
- Me telefona, me chama.
- Você está me convidando, menina, você quer brincar de amar?
- Na verdade, nada é o que parece ser.

Antes de sair, ele falou comigo mais uma vez.

- Por favor, não me interpreta mal. Mas, eu quero você toda nua.
- Essa noite não, eu respondi. Essa noite não.

Shows juninos

Fins de semana excêntricos sempre ajudam a enfrentar a semana com mais humor. Depois de passar a tarde na festa junina da escola da minha filha de 4 anos e ver o João Gordo dançando quadrilha, fui ao pocket show da banda Banzé. Incrível esse conceito de pocket show, essa coisa intimista, você, a banda e mais uma meia dúzia de pessoas; me senti num daqueles centros culturais londrinos que você encontra sem querer. O som é de altíssima qualidade, mas o show valeu pelo pai do vocalista. O senhor de branco, dos sapatos aos cabelos, cantou todas as letras com uma empolgação e um orgulho que eu não via há tempos. A noite terminou no bar Esquisito, na Bela Cintra. E no caminho, uma visão até então inimaginável: uma belina caindo aos pedaços lotada de homens, todos de quipá.
O domingo foi mais calmo. Café da manhã na padaria, passeio na praça e mais uma passadinha pela Europa. Um grupo de teatro de improviso se apresentava entre os balanços e o trepa-trepa. Era meio dia e eu assistia à hilária história de Johnny Wild (o motoboy selvagem). À tarde, fiz compras pelo Pão de Açucar online, outro programa imperdível, hidratei os cabelos, e agora estou aqui terminando este post. Daqui a pouco é hora de assistir ao Fantástico. Será que ainda tem alguém que faz isso?

Foto: Rafa

Sextas

Eu saio da Party Íntima completamente estragada, esgotada e impregnada de cigarro. E, mesmo assim, eu sempre quero voltar. É uma coisa meio podre, meio querendo ser underground, mas que, no fundo, não passa de uma festa de fim de ano de agência. Daquelas que a gente enfia o pé na jaca. Uma delícia.

Aí no link vai uma das músicas top 5 da festa. Valeu Brunito!
Kids – MGMT

A gente inventa

Eu adoro esta frase do Cazuza.
E é impressionante como, de tempos em tempos, ela se faz tão pertinente.

“O nosso amor a gente inventa
pra se distrair
e quando acaba a gente pensa
que ele nunca existiu”

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