Hoje de manhã minha filha de cinco anos veio com aquelas perguntas desconcertantes. Me pegou tão desprevenida que eu confundi tudo e disse que os pica-paus é que trazem os bebês.

Pequenas porções de uma vida trivial.
Hoje de manhã minha filha de cinco anos veio com aquelas perguntas desconcertantes. Me pegou tão desprevenida que eu confundi tudo e disse que os pica-paus é que trazem os bebês.

As eleições são para escolher o futuro, mas votar é sempre uma baita sessão remember. Você vai ao colégio que estudou ou no bairro que, um dia já morou e, no meio de toda aquela multidão, sente-se na hora do recreio.
Você também encontra amigos que não são mais amigos, mas que ainda têm algo em comum: a obrigatoriedade de exercer a cidadania e dizer um “quanto tempo” tão falso quanto o “prometo” dos candidatos.
Mas a esperança é a última que morre. Vestidos com seus melhores trajes, os velhinhos estão sempre na fila antes mesmo de abrirem as portas prontos para definir o pouco futuro que ainda lhes resta. Enfrentam o fantasma da urna eletrônica e ainda distribuem sonhos de valsa aos mesários de 16 anos que não têm a menor idéia do que estão fazendo lá.
A fila mais comprida é sempre a dos que estão justificando. E não tinha nenhum ex-prefeito dizendo porque não cumpriu suas promessas.
- Em quem você quer votar, Elisa?
- No prefeito da cidade das Super Poderosas.
Não tive dúvida, mandei um 46 – o número do Cartoon Network.
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ELISA

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