Não sei se estou mais apaixonada pelo filme, pelo Ryan ou pela trilha.
Pequenas porções de uma vida trivial.
Não sei se estou mais apaixonada pelo filme, pelo Ryan ou pela trilha.
O casal de velhinhos foi embora do cinema, cada um no seu carro, e eu chorei mais uma vez querendo ser Cécile De France. Um pacote inteiro de Frutella e um chá que prometia ter gosto de maracujá; quem realmente precisa comer direito num domingo à tarde?
A chuva não passou, o para-brisa do carro novo não era tão novo; carreguei as compras de supermercado pensando se a senhora que passeava com o cachorro sentia-se tão solitária assim.
A cidade estava úmida, não triste. E, então, conclui que se eu estivesse bem perto, o frio seria só um detalhe. Assim como a chuva, o filme francês e o menino todo machucado que não conseguiu fugir.
Da minha janela eu não sentia mais a falta. Ou a melancolia do mundo estava escondida embaixo dos guarda-chuvas ou era o mal tempo que não me enganava mais.

Impossível listar todos os grandes beijos do cinema, mas e os que aconteceram embaixo de chuva? Fiz uma seleçãozinha de alguns que gosto muito, tenho certeza que tem muitos outros que não estou lembrando. Beijos molhados a todos.
Não achei só esta cena, mas ela está aí nesta compilação.
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