Isadora (adoro este nome) pensa se Lucas (odeio este nome) ainda tem o moletom quadriculado que ela deu de presente numa data sem importância ou se já jogou fora e está junto com as suas fotos, as que ele tirou quando ainda usava o moletom quadriculado.
Isadora continua usando as roupas que ele não deu, mas elogiava. Outro dia, saiu com aqueles shorts jeans que antes eram calça e vêm durando assim como a sua paixão por Lucas (hipérbole). Eles são bastante colaborativos, acredita que seja por causa deles que conseguiu uma vaga no estacionamento lotado da Tok Stok (na sombra).
Mesmo depois de todo este tempo, Isadora não acredita que, por causa de uma briga, deu o casaco azul de Lucas para Geraldo (o porteiro). Ele deve usar com Marilha (empregada do 3º andar), que come de vez em quando (é casado). Podia estar hoje no seu armário e seria motivo para mais um email de Lucas pedindo para deixá-lo na portaria. No entanto, acha que Lucas deveria arriscar e vir até o seu prédio. É possível que seja dia de comer a Marilha e o casaco já esteja lá (lamenta).
Como está invadida pelos clichês do amor, Isadora decide rever o romance cuja personagem principal tem tudo a ver com ela (médio). Em outra ocasião, assistiriam juntos (abraçadinhos). Cogita a hipótese de que ele dormiria durante a sessão porque o filme é daquele diretor chato que ela não lembra o nome (rivotril).
No mais, sente sua falta (grifado).
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