Tinha certeza que ia encontrar você em algum lugar por acaso e, com uma cara irônica, comentaria tamanha coincidência.
Você, educado como sempre, retribuiria o sorriso fechando os olhos na tentativa de fazer aquele momento não existir.
Duas ou três palavras, um comentário sobre o trânsito, o tempo e a estampa da sua camiseta. Lá estávamos eu, você, a sua mão entrelaçada na dela e a comida que não desceu bem.
Cem anos da nossa solidão e, agora, um outro romance de cabeceira. Um livro novo, fácil, daqueles que vêm depois do que não terminava nunca.
Mas você não estava no bar, nem na esquina, nem no caminho novo que aprendi de tanto desviar dos nossos. E não foi por acaso.
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