Crenças e bundas

Outro dia comentei no facebook que, apesar de ser totalmente contra o trabalho infantil, contrataria redatores de 5 anos para criar os filmes publicitários de Natal. Como é que pode sair alguma coisa realmente boa de uma cabeça de 34 anos que não acredita em Papai Noel nem em propaganda?

Minha filha Elisa acredita em Papai Noel. E em propaganda. Canta os jingles, dos piores aos menos piores, e sai correndo para me pedir a nova Barbie no instante seguinte que acaba o comercial. E eu não posso ser hipócrita e proibi-la de ver televisão. Até porque, graças ao novo conceito de propaganda 360º, a boneca persegue minha filha na escola, no supermercado e na casa das avós.

Então, retificando, eu acredito sim em propaganda. Mais do acredito em Deus e em cremes para celulite que, aliás, nem precisam fazer propaganda porque vendem por si só. Não tem uma mulher, nesta vida pelo menos, que não sonha em ter a bunda lisinha como a da Barbie.

Barbie

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