Eu queria falar da verdade. Daquela que poucas pessoas conhecem, ou se lembram que existem. Da verdade das palavras que saem quando são sentidas, e na mesma hora em que são sentidas. Do “não gostei” sem amarras, do “eu te amo” sem medo de não ser.
Eu queria me esquecer de todas as mentiras ou, pior, de todas as quase verdades. Das desculpas sem perdão, do “bom dia” por educação, do medo de magoar.
Eu queria dizer a verdade, ser a verdade, nem que ela seja a parte mais feia de mim. Não me importo em ser taxada de a dona dela ou de ouvir as piores verdades. Quero ser translúcida nas lágrimas e sincera nas risadas. Quero ser a louca, mas não a que se abstém. Porque abster-se é anular um instante. Ou mentir que ele existiu.










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