Neste exato momento, Eternal Sunshine of the Spotless Mind está passando na TV. Estou vendo pela 6ª vez, então posso me dar ao luxo de fazer duas coisas ao mesmo tempo. Tá difícil, confesso, o filme prende minha atenção. Como alguém consegue inventar uma história dessa? Se Charlie Kaufman não é o melhor roterista da atualidade, apagaram a memória dos críticos. Ele não tem freios nem preconceitos, aposta nas idéias simples, aquelas que, de tão simples, parecem bobas. Só mesmo alguém muito genial para enxergar a complexidade das idéias mais óbvias.
Sem essa de emagrecer cinco quilos porque o cara te deu um pé na bunda. Você vai lá na clínica que apaga memórias e, em poucas horas, tá pronta pra outra! Emagrecer é sempre bom, mas quem não gostaria de entrar numa máquina que tira o calhorda da cabeça? O mais incrível é que essa grande manobra tecnológica é feita por um enorme secador de cabelos. E o brilhante cientista responsável pelo feito é quase igual ao cara que veio ontem instalar a TV à cabo a minha casa.
Bom, não vou falar mais nada, acho que nem precisa. Mas garanto que a história vai longe, brinca com a nossa imaginação e supera nossas expectativas. É, sem dúvida, um filme que não vou esquecer. Nem se alguém vier aqui e apagar tudo que eu tenho dentro do cérebro.

se ele não é o melhor, o Zach Helm é.
Só vi “Mais estranho que a ficção” do Zach Helm… tem alguma outra coisa legal?