Todo mundo tem uma crônica de bolso, eu acho. A minha é a mesma desde que tenho 15 anos. Paulo Mendes Campos não fez tanto sucesso na história da nossa literatura. Mas confesso que fez uma diferença absurda na minha. Até hoje, depois da centésima releitura, me emociono com as palavras que ele cuidadosamente escolheu para explicar a vida para Maria da Graça.
Aqui vai um trecho de “Para Maria da Graça” de Paulo Mendes Campos:
“Toda a pessoa deve ter três caixas para guardar humor: uma caixa grande para o humor mais ou menos barato que a gente gasta na rua com os outros; uma caixa média para o humor que a gente precisa ter quando está sozinho, para perdoares a ti mesma, para rires de ti mesma; por fim, uma caixinha preciosa, muito escondida, para grandes ocasiões. Chamo de grandes ocasiões os momentos perigosos em que estamos cheios de dor ou de vaidade, em que sofremos a tentação de achar que fracassamos ou triunfamos, em que nos sentimos umas drogas ou muito bacanas. Cuidado, Maria, com as grandes ocasiões.”
Se alguém quiser ler a crônica inteira:
http://www.geocities.com/rcultural/cronicas/Campos/paramaria.html
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