Ouvi reclamações de que meus últimos posts foram poéticos demais. Desculpa gente, às vezes dou uma exagerada nas metáforas. Enfim, voltando à prosa, me lembrei de um assunto sobre o qual estou para escrever há algum tempo, a diferença entre os homens e as mulheres. O tema é um tanto polêmico, mas não estou aqui para levantar bandeiras, nem para inaugurar um fórum de discussões. Quero apenas contar uma história que ouvi de uma pessoa especial e que me fez entender muita coisa.
“Certa vez, passeando pelo zoológico de Buenos Aires, parei na frente dos elefantes. Era um casal, os dois cinza e igualmente irrugados, sobreviventes da pré-história dividindo um quarto e sala com decoração safari. Fiquei ali, analisando a cena por alguns minutos e, de repente, os dois não pertenciam mais à mesma espécie. O elefante ficou o tempo todo mastigando ração, imóvel, e totalmente indiferente à minha presença. Já a elefanta, um pouco mais distante e reservada, encolhia uma das patinhas num requebre charmoso e mexia o quadril com uma leveza admirável para um ser de 4 toneladas. Balançava as pestanas de tempos em tempos como se quisesse me contar um segredo, depois jogava a tromba para um dos lados, num gesto sutil e encantador, com absoluta certeza de que eu havia entendido o recado.”
Simone de Beauvoir que me perdoe, mas a frágil e delicada elefanta sabia de tudo.

Nao sei pq eu achava que era “elefoa”. Viagem total. Mas, para nao perder o costume: hummm, o elefante jogava a tromba…
Para o elefante ser completamente humano, só faltou a cerveja e a tv com futebol.
e outras elefantas….
Incrível essa história. Em alguns aspectos, a evolução não mudou muita coisa, né? A natureza nos ensina muito, é só prestar atenção.
Na próxima, conta pra gente sobre o pavão?