Já havia amanhecido quando abri o celular só para saber se ainda restava mais um tempinho de sono. 7:06!!!!!!!!!! Meu Deus, combinei de encontrar todo mundo na agência às 7!!!!!!!! Pulei da cama, coloquei a calça jeans que tava pendurada na cadeira, peguei uma camisa xadrez azul e um sapato verde limão, escovei os dentes mais ou menos e sai pela Vila Madalena atropelando faróis, viralatas e remanescentes da balada.
Cheguei às 7:28. As pessoas ainda não tinham saído da empresa, mas se eu tivesse demorado mais 1 minuto, certamente sairiam comigo. Pedi mil desculpas, fiz toda aquela encenação esbaforida e vim logo com a explicação mais pertinente: acabou a luz e o despertador não funcionou. Óbvio que não foi isso que aconteceu. Eu não tive a capacidade de mudar a configuração do celular e às 8 em ponto, quando todos estávamos dentro da van, ele começou a apitar.
Chegamos 10 minutos antes do horário previsto e a apresentação foi incrível. As idéias fluíram, o público interagiu e até soltou umas risadas. Principalmente quando o computador deu pau, bem na minha hora de falar. Acho que deixamos uma boa impressão apesar do meu cabelo despenteado e da combinação bizarra da minha roupa. Agora é só torcer para a nossa argumentação ter sido eficiente. Pelo menos, tão eficiente quanto o meu relógio biológico.
Arquivo para Abril 17th, 2008
Overdose de adrenalina
Publicado Abril 17, 2008 Trivial variado 1 ComentárioTags: Idéias, pensamentos, adrenalina, despertador
Um pouco de adrenalina
Publicado Abril 17, 2008 Trivial variado 2 ComentáriosTags: adrenalina, histórias, nervoso, Trabalho
Amanhã tenho uma reunião importante, uma apresentação. Vou acordar às 6 da manhã, coisa que faço só em ocasiões muito especiais, tipo, quando o prédio está pegando fogo e precisamos evacuar imediatamente.
Agora são 11 da noite e estou aqui sentada no chão da sala dando aquela última repassada. Meu sofá está convencido de que o trabalho está incrível. Já ouviu meu discurso 3 vezes e não fez nenhuma consideração. Mas ele tem razão, a criação tá realmente bem legal. Estou super empolgada, principalmente porque a reunião é fora de São Paulo e vou ficar a Bandeirantes inteira ouvindo o meu chefe contar histórias interessantíssimas, mas que talvez só o meu sofá ainda não tenha ouvido.
E o melhor de tudo é que ele vai contar também para o cliente quando chegarmos lá. Já estou acostumada, entro no módulo “Charlie Brown ouvindo a professora da escola” e me concentro nos exercícios de respiração. Quando ele exagera, começo a passar mal. Oxigênio e palavras em excesso me deixam doidona.
Certa vez, vi um filme em que o personagem ficava entortando um clips de metal enquanto falava em público. Ele dizia que isso relaxava. Infelizmente, não poderei usar esta tática amanhã porque vou conduzir toda a apresentação pelo computador. E não tem jeito, aquela bendita setinha dançando no telão vai denunciar minha mão tremendo em cima do mouse.
Enfim, como não sou adepta dos esportes radicais, tenho medo de subir no Cristo Redentor e não entro nem na roda gigante do parquinho itinerante do Guarujá, acho que será uma maneira segura de sentir um pouquinho de adrenalina. Se der tudo certo, é claro. Porque se eu for um fracasso, na volta peço para me deixarem no Hopi Hari.
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