Uma hora vou ter que fazer todas aquelas coisas que precisavam ter sido feitas um mês atrás. Se fosse fácil, o verbo “precisar” não viria antes, muito menos estaria no pretérito imperfeito. Mas eu decidi e não vou deixar para amanhã: vou ligar para o dermatologista, ir ao supermercado, fazer o imposto de renda, pagar o marceneiro, levar os óculos da minha filha para consertar, me matricular na yoga, brigar com o mecânico e conversar com o síndico sobre o problema das formigas. Se eu realmente me empenhar, acho que consigo. Até porque tem uma coisa que eu posso deixar para fazer só no mês que vem: dormir.
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Pra que dormir? que perda de tempo?
A grande dor das coisas que passam…
Camões
por isso que eu tenho duas agendas: a do dia-a-dia e a das coisas que “precisam” ser feitas e levam meses pra serem realizadas. Essa eu chamo de “agenda gigante”.
Ótimo Sica. Vou fazer essa agenda também, mas vou guardá-la bem no fundo da gaveta pra nunca lembrar de abrir… rs